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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Desenhos - by Marie D.






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One Shot - 10 minutos by marie
Comentários da autora : Desaconselho esta OneShot às mais sensíveis de entre vós ... Pessoalmente, chorei ao escrevê-la.
Espero que gostem da minha segunda One Shot, comentem ;}.
One Shot
10 minutos.
Estava tudo pronto e o concerto ia começar por fim, dentro de 10 minutos. Gustav já estava fora da sala, praticando um ritual específico que era para ele, o aquecimento. Georg estava sentado no sofá branco de couro, de olhos fechados. Parecia realmente cansado mas eu sabia perfeitamente que em cima do palco, ele estaria bem desperto.
O meu irmão estava sentado num canto, dando pequenos goles numa pequena chávena de café para aquecer a voz, que iria utilizar bastante nas próximas 2 horas. Eu estava em pé, contando os azulejos do chão enquanto andava lentamente de um lado para o outro. A minha barriga tremia, como se estivesse receosa de algo, e as minhas mãos não paravam de mexer, irrequietas. Tentei poupar energia, sobretudo nos dedos, pois ia urgentemente precisar deles, mas era tudo em vão.
Nos últimos cinco minutos, Saki abriu a porta do pequeno compartimento e todos os três demos um salto.
- Se querem fazer o favor de me seguir ... – disse o guarda-costas com o ar sereno de sempre.
Georg acenou com a cabeça e levantou-se, assim como Bill, que pousou a chávena na pequena mesinha de vidro. Em silêncio, saímos em fila com pequenos passos de ansiedade. O meu gémeo foi à frente, o baixista seguiu-o, e eu fui atrás de Gustav.
Os gritos vindos da plateia e dos balcões estavam cada vez mais próximos, a cada passo que dávamos ; era assustador, arrepiante e agradável ao mesmo tempo. Tantas impressões em simultâneo criavam um turbilhão de emoções à nossa volta, enquanto éramos embalados pelos nervos e rezávamos para que tudo corresse optimamente ...
Verifiquei mentalmente se estava tudo em ordem. Georg tinha ido à casa-de-banho antes do concerto ; Eu tinha bebido um Iced-Tea ; Bill tinha treinado um pouco a voz e havia mantido as suas cordas vocais cómodas com um café ; de resto, nada de invulgar se destacara naquele dia.
- As luzes estão a apagar-se... – anunciou por fim um dos seguranças quando os gritos se tornaram mais evidentes e mais agudos ainda.
Bill arrepiou-se todo, abrindo a boca para respirar melhor, e Gustav já se tinha dirigido para o seu trono, pegando em duas baquetas pretas, pronto para o show. Georg foi buscar o baixo conveniente ao outro lado do palco e eu passei a alça da guitarra negra por cima do ombro.
Como era normal, estávamos escondidos por detrás daquele arco de ferro; e pelos pequenos buracos, conseguia distinguir com alguma dificuldade a onda de fãs que se agitava à beira da histeria. Passei o mediator pelas cordas para as testar e o efeito foi instantâneo : os guinchos dos fãs acentuaram-se ao ouvirem a voz da minha guitarra ;
Troquei um olhar com o baixista da banda e este sorriu, divertido, também ele testando as suas cordas com a atenção total dos espectadores impacientes.
Respirei fundo ao sentir as borboletas subirem-me da barriga até à garganta, sentindo um enjoo súbito da barafunda. As mãos prontas e a tremerem ligeiramente, posicionei-me correctamente, fechando os olhos por alguns segundos pois sentia a vista turva como se acabasse de mergulhar na mais ácida das águas marinhas com os olhos abertos. As luzes do palco acenderam-se e despertei rapidamente, agitando uma, duas, três vezes a cabeça, olhando para Georg e Gustav. Então aí começou a música.
A Übers Ende Der Welt sempre me dera uma sensação de paz no espírito, pois o sabor da liberdade libertava a minha mente logo no início do concerto. E por outro lado, um rubor de excitação invadia-me, quando aquele arco metálico se elevava nos ares e podia finalmente ver a onda de cabeças expressivas mexerem-se mais que nunca... Um sorriso apareceu, sincero, sobre os meus lábios secos e por um instante perguntei-me se me tinha enganado num dos acordes, pois não estava a olhar para o meu instrumento como habitualmente. Mas esse pensamento deixou-me pois eu sabia perfeitamente que a música já fluía de tal maneira em mim que já era uma coisa que saía fluente e obedientemente. Como poderia eu enganar-me numa música que já tocava há mais de um ano ? Bem, sempre ouvira dizer que errar era humano...
Bill apareceu alguns segundos depois, exibindo um dos seus mais carismáticos sorrisos que faziam as espectadoras guincharem ainda mais.
Assim decorreu o concerto. Por vezes, subia as pequenas rampas e virava costas à plateia, agitando a cabeça para marcar o ritmo que acentuava o baterista; Georg sorria agitando a cabeça para afastar a cortina de cabelos lisos e trocando por vezes de lugar no palco comigo; e Bill estava atento a todos os recantos da sala, comunicando com todos os presentes com os seus olhares expressivos.
E por melhor que a melodia da Stich Ins Glück soasse, algo impedia o clímax. O meu gémeo estava sentado na pequena plataforma circular, cantando pausadamente, de alma e coração para os espectadores. Os pequenos gestos que fazia com as mãos faziam-me sorrir; era nesses momentos que me identificava com ele. E baixei a cabeça, sentindo-me parvo por pensar pela primeira vez o que acontecesse se ele caísse dali. Porque me estava a preocupar tanto ? Nunca me sentira assim sobre o palco.
Foi então que o meu coração tropeçou sofregamente, como se tivesse levado um pontapé no peito. Quase me desequilibrei de onde estava, tendo acabado de subir a rampa perto de Gustav. E embora continuássemos todos a tocar, já não conseguia ouvir a voz de Bill e não percebi muito bem. Olhei para cima, o ritmo cardíaco tendo acelerado mais que nunca, e foi por pouco que não caí dali abaixo. Vi alguns seguranças invadirem o palco e percebi que algo não estava nada bem. Era como se uma parte do meu corpo se tivesse libertado da minha mente, e o efeito foi como o de um temporizador ; algo se tinha apoderado de mim e comandava agora todos os meus movimentos. Tirei a alça da guitarra, largando esta última sem desta vez esperar que alguém a viesse segurar. Já não me importava se ela se partisse ou não. Já nem pensava nisso quando cheguei às escadinhas, empurrando violentamente Saki; tentou agarrar-me, puxando a minha T-shirt com tal força que até a senti que se rasgava. Mas os meus gritos eram tão assustadores que já toda a gente tinha medo de me impedir o que quer que fosse. Tropecei no último degrau e quase desmaiei, ali, indefeso contra o chão gelado da plataforma que balançava perigosamente : uma poça vermelha estava junto do corpo inanimado de Bill. O microfone estava ainda numa das suas mãos, pousada por cima do seu corpo. Rastejei, as lágrimas irrompendo as barreiras de pestanas e percorrendo o meu rosto distorcido pelo terror. A primeira coisa que fiz foi agarrar a mão do meu irmão, sentindo que estava ainda quente. Apertei-a com força contra a minha cara, enquanto perguntas surgiam na minha mente como tiros no escuro... tiros.
A dor insuportável percorreu-me a espinha quando reparei no buraco que a sua cabeça ostentava. Alguém naquela sala tinha morto o meu irmão da maneira mais cobarde à face da terra – e eu nem sequer sabia quem tinha sido, entre os 10 000 espectadores. Porém, não era isso que me magoava mais : o que me perturbava era que Bill, meu gémeo e irmão, não reagia enquanto eu gemia o seu nome contra o seu peito. E por mais que eu tentasse acordá-lo, sentia que a comunicação com ele tinha desaparecido, que os fios invisíveis que me ligavam a ele se tinham rompido; e para sempre, pois estava morto.
Não, não, não podia ter morrido assim, ali ... sempre tencionara morrer ao mesmo tempo que ele, no mesmo quarto e numa cama ao lado da dele. Juntos teríamos parado de respirar ao mesmo tempo, e os nossos corações teriam parado na mesma batida, no mesmo minuto, no mesmo segundo. Porém, eu estava ajoelhado a seu lado, ainda vivo, vendo-o estendido no chão sobre o seu próprio sangue.
Sangue ? Sim, o seu sangue escorria ainda sobra a sua pele, ficando cada vez mais frio. As minhas mãos já estavam cheias dele, mas não fazia tenção nenhuma de as limpar. Porque o faria ? Aquele próprio líquido escorria-me pelas veias. Bill era tudo o que eu era, e nunca, mas nunca, eu ousaria olhar com repugnância para aquele vermelho que o tinha mantido vivo.
Agarraram-me pelos ombros e seguraram-me os braços com força ; gritei como nunca antes havia gritado, um grito de tristeza, de desespero, de pena, de mágoa ... A garganta ardia como nunca mas eu continuava, chorando pela minha metade que já não fazia parte deste mundo, comandando os choros dos fãs lá em baixo, que não queriam abandonar o pavilhão.
« BILL ... ! »
Os dois outros membros da banda também tinham subido. Georg olhava para o sangue com pavor, a cara distorcida como se estivesse prestes a cair também e chorar tudo o que tinha para chorar. Gustav acabara de subir o último degrau e observava a cena com desgosto, olhando em seguida para mim. Lancei outro grito à medida que me prendiam os braços com mais insistência pois o meu corpo inteiro gritava pela liberdade, debatendo-se.
Revoltei-me.
Porque me prendiam daquela maneira ? Eu era um familiar de Bill, tinha o direito de estar perto dele ! Lá em baixo, toda a gente gritava e já tinham chamado a ambulância para o levarem.
Empurrei o segurança para trás, entalando-o à barra de ferro, que se curvou perigosamente. Repeti várias vezes, enquanto outros agarravam-me pela frente, pedindo calma.
« Calma?! O MEU IRMÃO MORREU! ESTÁ MORTO! MORTO! »
As lágrimas ardiam sobre o meu rosto lívido, a vista estava turva, e balancei-me novamente na tentativa de me libertar de vez. A plataforma baloiçava descontrolada e as pessoas que ali estavam tentavam equilibrar-se como podiam. Mas eu não. Já não me importava se caísse, se me feria ou se quebrasse todos os ossos do corpo porque o mundo já estava totalmente distorcido pela injustiça. Metade de mim estava moribunda, estendida naquele chão gélido ; porque quereria eu seguir em frente, sem ela? Provavelmente nunca mais me sentiria completo naquele mundo. Além disso, este último já não era o meu.
Eu, Tom, não pertencia àquela realidade. O meu lugar era ao lado do meu irmão e ao lado de mais ninguém.
E de um momento para o outro, perdi qualquer contacto com o chão
Estava a voar, perto de nuvens carregadas de água, enquanto a terra lá em baixo estava quase negra. Os raios riscavam furiosamente o céu, acompanhados por murmúrios graves e cheios de revolta. O meu estado de espírito traduzia-se pela palavra melancolia ; reparei que tinha o braço estendido e que alguém me apertava a mão com força. Olhei, e não fiquei minimamente surpreso por ver que o meu irmão, a minha metade, voava comigo e com o vento. Todos juntos atravessámos uma grande e vasta paisagem de cor azulada. Um mar que não tinha fim, e que acabou por se desvanecer, como fumo, como um sonho sem sentido, como algo que nunca realmente existira ...
~ × ~
Tom estava por baixo da plataforma circular ; tinha caído, juntamente com o segurança que o estivera a agarrar. Porém, este último tinha escapado quase ileso ... mas para o jovem, a história era outra. Este tinha estendido lentamente o braço e agarrara a sua guitarra branca, colocando-a ligeiramente sobre si num último gesto. E dissera : « Finalmente estou contigo. » E depois, afogou-se num sono do qual nunca mais voltaria a acordar...
Bill ainda jazia moribundo sobre o chão metálico, o microfone contra ele, a face pálida.
Ambos seguravam a chave do sucesso deles contra o peito, num último suspiro de vida.
Na ambulância, já ninguém esperava que algum deles acordasse. Já ninguém acreditava que eles voltassem, pois enquanto um estivesse a dormir, o outro não iria acordar.
Então a hora da morte foi determinada :
Hora de óbito de Bill Kaulitz : 20h38min.
Hora de óbito de Tom Kaulitz : 20h48min.
Tom nascera 10 minutos antes de Bill, e este tinha adiantado a morte 10 minutos mais cedo que o mais velho...
Assim acabava uma banda e começava a aventura de duas almas, que juntas, viajaram durante muito tempo pelo mundo, sem mais ninguém para as acordar ...
By Marie D.
Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
O Grande Amor de Bill - 1º Capítulo
Capítulo I O plano.
Mas como chamar sua atenção. Para isso serviria a coisa maluca que planejava fazer. Ficou de espreita o dia inteiro vendo os blogs até que alguém postou o nome do hotel, trocou até de horário com a amiga no revezamento que ambas estavam fazendo na frente da casa de show.
Então foi ela pegar um ônibus, chegando ao hotel já havia algumas garotas lá. Garotas alegres a maioria de classe média, risonhas de cartazes na mão, coral cantante de meninas que faziam aula de alemão só para poder cantá-las noite adentro.
Às dez da noite eles apareceram nas sacadas de seus quartos, as meninas gritaram insanas eles sorriram acenaram e se foram, a verdade é que mal deu para ver seus rostos, mas o coração de Julia foi à boca, o visualizou ao vivo pela primeira vez, teve vontade de chorar, mas se conteve.
À noite fora avançando em seu negrume, muitas garotas se foram, algumas mencionando o fato que voltariam a fazer acampamento em frente à casa de show, Julia não precisavam se preocupar com isso, já que Luciana ficaria lá em seu lugar. Algumas garotas montarão acampamento ali mesmo. Ela sentou junto a um arbusto mp3 na orelha ouvindo a música deles, a madrugada chega, pensa, será que eles estão dormindo, talvez estivessem tendo problemas com o fuso horário, mas achava que não, lerá que dormiam de qualquer jeito em qualquer lugar, que adoravam dormir, ao lembrar disso riu-se ali sozinha, levanta e vai dar uma volta na quadra observa a noite de São Paulo, o cheiro do rio ali perto chega a seu nariz, anda pelas ruas largas. Acende um cigarro fuma-o, volta para frente do hotel, anda novamente, para num bar daqueles bem pequenos com azulejo branco cobrindo as paredes até em cima, com um balcão de mármore, com vitrines cobertas de doces, salgados industrializados, uma estufa com salgados caseiros, que por causa do tamanho do lugar quase cobre todo o espaço, no pouco que resta algumas geladeiras de porta de vidro com bebidas em latas, banquinhos no balcão e três mesas de quatro cadeiras.
Sábado, 30 de Agosto de 2008
O Grande Amor de Bill - Introdução
Os meninos dos TH, Bill, Tom, Georg e Gustav, bem eu não preciso descrevê-los, pois já sabem como eles são.
Secundários importantes:
Henrique- Amigo de Guilherme. Toca numa banda amadora. Apaixona-se por Luciana. Ajuda Julia em seus planos.
Guilherme: Toca numa banda Amadora. Apaixona-se por Julia, e torna-se importante peça na História.
Marcos: Segurança de contrato temporário dos TH apenas durante sua estadia no Brasil, peça chave da história.
David Jost: Bem todos sabem empresário dos TH.
Em diversas partes aparecem seguranças, como Saki e Lucas.
Há também os outros integrantes da Banda amadora sem muita importância.
Sinopse: Julia decide com a amiga ir ao show dos TH da Tour Mundial 2009, em São Paulo, Brasil. E em um golpe de sorte do destino, acaba vendo uma forma de chamar a atenção de Bill, e talvez conquistar seu coração.
Autora: Pricila Raimundo
Codinome: Prika.
Brevemente o 1º Capítulo esperemos que gostem :P
Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Mini Fan Fiction - Mudança de Vida
Fan Fiction enviada pela Joana Araujo, 15 anos.
Pois bem tudo me pareceu horrível e estranho ao mesmo tempo. Afinal de contas apesar de ir para o país dos meus sonhos, onde sempre aguardei que me saísse a sorte grande para poder tornar a minha vida melhor lá (Berlim), viver lá, e viver lá cada dia perto das pessoas que repletam os meus sonhos de cor e vivacidade (os TH).
Só de pensar que isto estava prestes a acontecer. A minha vida estava sujeita, pois, a uma mudança radical! Eu tinha presente de que a minha vida ia dar uma volta de ‘’360º’’ como se costuma dizer.
O tempo passou… era agora 13 de Junho e no relógio marcavam-se 10h e 32 minutos, hora esta, em que estava prestes a pisar ‘’território’’ alemão pela 1ª vez na minha vida. Estava nervosa, muito nervosa, feliz mas triste ao mesmo tempo, mas sabia que tinha de enfrentar a vida custe o que me custasse e apesar de não ter os meus amigos fisicamente, tinha-os mentalmente, o que me dava muita força, embora tivesse o grande apoio do meu lado, a minha mãe claro.
Alemanha …. Que sonho…. Tornado realidade! Ainda me lembro de sair desamparada do avião meio a chorar olhar em frente, e qual a 1ª coisa que vi?
Um poster gigante dos TH exposto numa espécie de tabela enorme na saída principal internamente do aeroporto. Parece que ainda sinto o estremecer do meu coração, e o esforço que fiz para que as lágrimas não me caíssem pela face descontroladamente.
Só de pensar que estava a poucos km da casa dos meus ídolos (‘‘sabia lá eu se estava perto ou não, mas o facto de já estar na Alemanha era sem dúvida, um sonho alcançado’’).
Neste dia a minha mãe contratou uma espécie de guia especial para nos levar a conhecer um pouco mais este país e a cidade onde iríamos viver a partir daquele momento, o senhor tinha um aspecto rígido mas simpático e humilde ao mesmo tempo, o que me fez sentir bem. Começou então por mostrar-nos os locais básicos mais conhecidos como, a estação de correios da cidade, museus, paisagens mais cobiçadas na capital, hotéis, supermercados, etc. Até estava a gostar deste novo conjunto de lugares onde iria morar e construir uma nova vida, mas havia uma pergunta que eu queria que me saísse mas estava complicado … pensava eu. (‘‘ Mas onde será que os Kaulitz moram? Será que este guia me pode dizer? Será de má parte minha perguntar? Arrisco não arrisco? ‘’), achei melhor descobrir por mim, não queria parecer uma ‘’ pita estérica’’.
Assim foi. Ainda neste dia acabei por conhecer a minha nova escola. Que degredo! Pequenina, as responsáveis pela escola tinham cara de enjoadas, eu mal percebia alemão, apenas sabia mais ou menos o básico e para mim já chegava! Os alunos que lá estavam, estavam lá por causa das matrículas do novo ano, ao que a minha mãe aproveitou para matricular-me também. Bem mas a escola também não era das piores de todas, era colorida mas um pouco velha.
E os alunos que lá estavam também não me pareceram antipáticos, bem mas quando saí da escola descobri o que nunca me tinha passado pela cabeça. Sabem o quê? Aquela era a escola onde os quatro TH andaram! Acho que o meu dia até estava a correr bem, e este era mais um motivo para que pelo menos a escola me corresse bem. Afinal se os meus ídolos andaram aqui (‘’apesar de algumas coisas lamentáveis que se passaram na sua presença’’), eu só tinha de me aplicar a partir de agora.
O dia passou. Chegava agora á minha nova casa, toda mobilada, não muito grande mas sem dúvida acolhedora o suficiente para a minha mãe e para mim, há e claro e para os imensos posters dos TH.
Estava exausta, tinha tido um dos dias mais longos da minha vida! Antes de me deitar, ainda liguei aos meus amigos mais chegados para saber se estava tudo bem e ainda aproveitei para escrever no meu diário este longo dia que passara. Tinha agora ainda mais dois meses livres (férias do Verão), antes de entrar para a escola, o suficiente para tirar um pequeno curso de alemão e tentar começar a dar-me com as novas pessoas que iria encarar todos os dias na escola. Fechei o diário e fui dormir.
Os dois meses passaram mais rápido do que esperava, no dia seguinte era já o grande dia de entrar para a escola (‘‘que nervos, ai ‘’), pensava eu. Bem pelo menos já sabia falar alemão não na perfeição claro mas, o suficiente para comunicar com todos e escrever, já sabia também a rua em que morava, sim porque os nomes não são fáceis de decorar! Também já tinha conhecido duas raparigas que me pareciam super queridas e já tinha um grande afecto para com elas apesar de só as conhecer á menos de dois meses, e nem imaginam … Também eram as duas fãs dos Tokio hotel tal como eu. Uma, Cláudia Ventura era fã do Bill Kaulitz e a outra, Cátia Raquel do Gustav Schafer, enfim parecia que a minha vida estava a tornar-se naquilo que pelo menos desejei se realmente viesse viver para a Alemanha.
Vivia cada dia da minha vida na esperança de me cruzar um dia nas ruas estreitas com um dos elementos da banda, cada vez que se ouvia gritos na rua, era sinal de que os TH tinham voltado de um país qualquer e regressavam sempre ao seu ‘’berço’’, para verem a família e de algum modo estarem mais perto das fãs do seu país. Que emocionante eles são mesmo incríveis, vistos daqui da Alemanha, são pessoas que nunca largam as fãs e não se esquecem de ninguém o que é mais fantástico. Enfim claros só podiam ser eles.
Também durante estas férias passei pelo melhor dia da minha vida até hoje. A minha mãe sabendo que eu andava em baixo, e cheia de saudades dos meus amigos, ponderou a hipótese de me deixar ir dia 29 de Junho ver o concerto dos Tokio Hotel ao Pavilhão Atlântico em Portugal. Ela não foi um máximo? Fiquei radiante quando me contou, lembro-me de, logo de seguida ligar á Ana Teresa, uma das grandes fãs portuguesas dos TH e de lhe contar a notícia aos gritos! Ela desde logo garantiu-me bilhete e lugar na 1ª fila. Bem estava realmente feliz, acho que me sentia ‘’completada’’ por assim dizer.
Esse dia passou tão rápido que nem lembro ao certo a que hora apanhei o avião e lá cheguei, apenas relembro a emoção, a ansiedade, os nervos, enfim tudo. Estava com as minhas melhores amigas e com os meus ídolos, que poderia querer mais?


Melhores férias sem dúvida! Mas continuando. As melhores férias tinham acabado, e portanto férias terminadas são sinónimas de regresso á escola.
O 1º dia de aulas tinha chegado, estava num estado de nervos que só visto mesmo.
13 De Setembro de 2008, 8:40h da manhã, eu a Cláudia e a Cátia já estávamos prontas á porta da escola, eu num estado de nervos que até arrepiava qualquer pessoa, e elas na descontra como se fosse um dia normal. Isto compreendia-se pois elas já estavam habituadas aquela escola, enquanto eu era a 1ª vez que ia
Entrar lá.
‘’ Mãe adorei a escola! Foram super simpáticos comigo e além disso muitos sabem falar correctamente português’’, foi as palavras que disse, após chegar a casa às 6:30h, realmente a vida não era tão má como tinha ideia.
Dava-me melhor que nunca naquele momento com a minha mãe, tinha amigos em Berlim espectaculares, ia mensalmente aos concertos que apareciam dos TH claro, mais em Hamburgo, estava a tirar notas razoáveis na escola, e continuava com os meus verdadeiros amigos presentes mentalmente, em que também ia visitá-los nos períodos de férias mais curtos que iam aparecendo.
Com isto tudo ainda não me tinha cruzado com nenhum dos elementos da banda (‘’que tola’’), mas claro não perdi a esperança, afinal de contas morava a 4km da mansão deles, ah pois é.
Hoje tenho 18 anos, continuo a morar em Berlim, tenho o 12º de ciências concluído, aos 16 anos ‘’curti’’ com o meu favorito da banda, o Tom Kaulitz, e sinto-me realizada.
Tudo isto devo agradecer á minha mãe que sem ela nada disto me teria acontecido, escrevo hoje a última página do meu diário pois é a partir de hoje que sou uma pessoa ‘’livre’’.
Nunca irei esquecer os meus ídolos e muito menos o rapaz que beijei não nos meus sonhos, mas na realidade.

Berlim, 29 de Junho de 2111, 10:23h.
Joana Sofia Araújo.
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Montagem Bill Kaulitz by Sarick
Montagem por , Sarick Kaulitz, 14 anos.


Tom Kaulitz & Tokio Hotel by Mariana(Nikas)
Desenhos por Mariana(Nikas), 17 anos.

Desenho by Sarick Kaulitz
Desenho por Sarick Kaulitz, 14 anos.

Desenhos by Ana Rita Henriques
Desenhos por Ana Rita Henriques, 13 anos.

Desenhos by Billie Shafer
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Quinta-feira, 6 de Março de 2008
Avatares
Domingo, 3 de Fevereiro de 2008
Avatares
Wallpapers #1
Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Avatares